terça-feira, 12 de dezembro de 2006
Meus mundos
domingo, 10 de dezembro de 2006
Morrer ou não morrer...
Morrer. A morte é tão inevitável, não é?
É tão complexa. É tão triste.
Sufoca os pensamentos bons e afoga a felicidade. Acho que é isso.
Hoje comecei a pensar mais que antes sobre isso. Morreu um tio meu, mas (caramba!), não to nem tão triste por causa disso, afinal, nem tive grandes contatos com ele. Fico tocado, mas é não algo que me leve a chorar.
No entanto isso me leva a pensar: e se eu morresse?
Será que eu faria falta a alguém? Talvez a algumas pessoas. Talvez a mais que algumas. Mas não sei se todos que me fariam falta sentiriam essa falta de mim. Pois ainda chove lá fora, comigo por perto ou longe, comigo presente ou não, comigo vivo ou morto.
Ainda chove lá fora. Tenho medo de ir embora e não mais ver aqueles que sinto falta, aqueles que fazem todo a diferença em minha vida. Tudo que eu queria agora era poder abraçar essas pessoas, já que não sei se amanhã, ou hoje mesmo, ou ano que vem, quem sabe, estarei aqui, ou se estarei ali, ou lá.
Onde estarei? Não sei. Outra coisa: não posso estar em todo instante com todos, mas queria, por isso tento reservar um momento pra cada um. E acontecem imprevistos.
Há uns bons, as surpresas, mas há outros que nos deixam tão tristes, não acha? Aconteceram tantos imprevistos ultimamente. Mas não vou lamentar tanto, porque se o fizer ficarei ainda pior.
O que eu queria é sentir teu rosto tocando meu rosto. Você sabe. E os dias vão passando. E eu vou pensando. E vou tentando saber se a morte é libertar minha alma, ou é deixar de existir. Se é perder tudo aquilo que conquistei, ou se é nunca mais poder buscar o que não busquei ainda. Se é um dia encontrar com você num lugar infinito, ou se é me perder de vez.
orrer ou não morrer: eis a questão!
Mas ainda digo: tenho tantos planos que morrer talvez seja difícil agora.
Difícil de me entender, né?
quarta-feira, 6 de dezembro de 2006
MOMENTO POÉTICO 02
em janeiro de 2006
Preciso tanto de ti,
não tens idéia do quanto,
pois tu não sais de mim.
Porque eu te amo,
Sim, eu sei,
Eu te amo...
Não suporto pensar em distância,
e não suporto pensar em solidão.
Você é minha vida.
Imagino, portanto, acordar todo dia ao teu lado,
Imagino suspirar no teu pescoço, no teu ouvido.
Rir contigo e rir pra ti.
Olhar nos teus olhos e não cansar de falar que te amo
e mais uma vez, que amo você.
Ainda não sinto teu corpo no meu...
Mas me alegro quando penso em teu rosto,
em tua voz, nos olhos, no lindo sorriso.
Eu penso tanto...
Penso em ti; em nós dois...
Sei que é difícil, mas vamos nos encontrar.
Então vou te beijar,
e te abraçar...
Preciso te sentir, sentir teu calor,
tua alegria, tua amizade,
teu amor...
Sentir você bem perto de mim,
bem em frente a mim.
Por quê?
Porque preciso tanto de ti,
não tens idéia do quanto...
by Júnior Magrafil
>>Dois
Dois lados servis
Dois lados que mandam
Dois lados de uma mesma moeda.
Dois destinos em comum
Meu lado bom; meu lado mau.
Duas vidas.
Duas mortes!
A desordem, a confusão;
e ao mesmo tempo, organização.
Não sei o que pensar:
São dois lados de um mesmo coração.
Dois.
Dois caminhos, uma só decisão.
Dois.
Dois amores que se completam
Dois amores que se desejam .
Dois lugares distantes
Duas mentes em comum.
Dois.
De dois, há um só instante
Unindo duas formas de visão.
Dois.
Nós somos dois.
Não mais que isso
Não menos que dois.
Há vezes em que sou um,
há, porém, outras, em que sou dois.
Porque sou o outro.
Sou assim: sou dois.
Um conflito intrínseco.
Dois.
Número perfeito
Pra quem não sabe quem realmente é.
by Júnior Magrafil

Sebastião era um homem sem estudo, mas sadio, de boa aparência e tinha muita sorte na vida. Vivia ele, dizendo por suas próprias palavras, uma “vida tranqüila, sem grandes alardios, fazendo somente aquilo que tinha vontade”. Um dia, porém, a Morte lhe chega. “Êta cabôco de sorte!”: ele podia escolher entre o Céu e o Inferno, era uma promoção daquelas de que se ganha apenas um em um milhão.
E aquela vida tranqüila que tinha – vida comandada a bel prazer pelo dinheiro, “bufunfa, faz-me rir, tutu, verdinha, etc.” e tudo mais que seja dito como coisas fáceis e prazerosas – não a teria mais.
Esperto, pediu para, antes de decidir-se, conhecer os dois lugares. “Cabra fulêro!”, mais uma vez ganhou na sorte: a Morte aceitou seu pedido e foi conhecer as instalações.
Bem, no Céu não encontrou nada. Só gente rezando. Já no Inferno ele só desfrutou: “Marrapá, qui diferença!”. Provou mulheres lindas, experimentou banquetes e saboreou muito drink e wiscky (muda-se os verbos de ordem e não se altera o produto...)
Rapaz, assim você já deve imaginar onde ele ficou, né? “Imagina! Oxe, trocá um lugar bão desse, com muié, cumida e bebida de graça, por outro onde só se vê reza!”, disse Sebastião entusiasmado.
Foi então que se decidiu de fato: “Que isso, seu ‘Tinhoso’, vô ficar aqui mermo, é um pouco escuro, mas a gente güenta, né!”. Então já viu; ele ficou no Inferno mesmo.
Pensavas que a história acabaria por aqui? Ainda não terminou! Mal sabia Sebastião o que sua decisão acarretaria: as formosas mulheres que lhe foram apresentadas, agora mais pereciam filhotes de dragão; bebida? Ah, meu amigo! Agora só lhe restara o balde de água suja da semana; e comida? Ô! Pão seco.
Indignado, Sebastião foi exclamar ao Diabo toda sua fúria: “Seu ‘Tinhoso’, pruquê qui tudo mudô? Quede as muié, quede as bebida, quede tudo que eu ganhava!?”. Assim, lhe disse, o Diabo: “Ah, meu amigo! Você agora é morador e não visitante!”.
by Júnior Magrafil.
sábado, 2 de dezembro de 2006
CONTO: Um passeio sem você
Andei por toda a cidade.
Estava num carro.
Mas o que faltava? Você ao meu lado.
Era estranho ver o tempo passar sem dar a mínima atenção a ele.
É estranho, ainda.
Mas isso aconteceu porque minha atenção estava completamente voltada pra você.
O carro ia pela avenida – imensa avenida! – parecia a minha vida: lá longe um destino, mas estava tão longe que foi preciso correr, mas correndo, com essa louca velocidade, tinha medo de me dar mal. Podia sofrer um acidente e me acabar de vez, e aí te perder.
Então o melhor era desacelerar, às vezes até parei completamente, e quando vi, quando dei por mim, o fim ainda estava muito longe – inalcançável.
Depois do surto, voltei a mim e pensei em você outra vez. Nos prédios não via nada de interessante. Nenhum era tão bonito. Meus compromissos ficaram secundários em minha mente, naquele minuto, porque meu compromisso maior é você.
O que acha disso? Bom, na verdade, nem precisa me responder, fico feliz pensando que sou totalmente correspondido. Isso me basta.
Enquanto o vento mormacento que entrava pela janela do carro em movimento soprava em meu rosto tentando aliviar o calor que eu sentira, o meu corpo inerte sentado no banco esperava um instante perfeito pra levantar e ir de encontro ao teu. Minha mão inquietava-se de vontade de abrir aquela porta pra encontrar teu rosto e acariciá-lo. Depois sentir um beijo carinhoso teu em minha mão direita. Prefiro a direita pra sempre termos sorte, mas quem sabe mesmo é você.
No entanto sair dali era impossível, não podia sair sozinho. Estava de carona.
Ah! Um dia, quando o carro for meu, pode esperar...vou te levar pra conhecer bem de perto a alegria de quem sabe te amar.
quarta-feira, 29 de novembro de 2006
MOMENTO POÉTICO 01
>>A boca e a mão
em 27-11-2006
Leves lábios lascivos
e os caminhos de minha mão.
Os dois juntos, unidos,
completam uma bela ilusão.
Senti que eles se completam,
senti na boca, senti na mão;
senti em teu corpo,
e perdi completamente a razão.
Que beijo na palma!
Arrepia-me desde a anca.
Arrepia-me de prazer a alma,
acalma e relaxa a ânsia.
Que lindos os teus lábios,
e leve é minha mão.
Beijaste com puro sentimento,
beijei, também, e senti por dentro.
O que faço pra não te perder?
Juntai-nos:
- Beijai minha mão!
- Passai-a em meus cabelos!
by Júnior Magrafil
>>Não chore
em março de 2006
Não chore,
Por alguém que não te merece.
Não chore,
Por quem não te deu importância.
Não chore,
Por aquele coração infeliz.
Não chore,
Porque estou aqui pra te apoiar.
Não chore,
Porque eu quero te ver feliz.
Não chore,
Você é incrível...
Só chore,
Se for de alegria.
Só chore,
Se for pra rir depois.
Derrame lágrimas,
Mas derrame sorrindo.
Vem aqui, preciso te dar um abraço...
by Júnior Magrafil
Crônica: UM VESTIBULAR AZUL

Esse é bem atual.
Fui à cidade de Teresina fazer o vestibular para UESPI neste sábado passado, dia 25 de novembro de 2006.
Até aí tudo bem.
Fiquei no apartamento de um amigo, cara muito gente fina. Pois é, então, acordando cedo pra fazer a prova foi uma correria,
afinal não era só eu daquele apartamento que faria vestibular.
Meu local de prova foi na UFPI e o primo e a prima desse meu amigo, na própria sede da UESPI. Imagina, eu fiz prova num canto totalmente oposto ao dos outros!
Ainda até aqui, tudo bem.
Agora é que vem a confusão: quando acabei a prova peguei aquele maldito ônibus azulão, o Circular II, que me conduziria até o bairro onde eu estava hospedado, o Aeroporto.
Pedi ao irresponsável do motorista que me avisasse onde eu desceria, tudo bem que ele não tem nada a ver com minha vida, mas pedi isso porque eu não conhecia bem Teresina. Ele aceitou a proposta Apesar disso procurei entender o motivo de sua amnésia, tentei me acalmar imaginando que o doidivanas esqueceu-se do trato por excesso de compromissos.
Ah! Que raiva eu tive quando soube que já tinha passado, e muito, do ponto onde desceria!
Principalmente porque foi um calor sufocante andar todo aquele percurso durante “toda aquela uma hora!”, balançando feito um condenado, me esfregando nas pessoas até chegar à parte traseira do ônibus em busca de um melhor espaço pra respirar, e de outro inútil espaço pra sentar.
Graças a Deus, diante do desespero, eu rodando feito um louco naquele pequenino espaço traseiro do ônibus, uma senhora me viu e decidiu me ajudar.
Descemos eu, ela e duas amigas dela na praça do Instituto Antonino Freire.
Elas me indicaram o caminho de volta ao bairro.
Agradeci. Mas continuaram seu caminho – e eu, o meu.
Contudo era impossível eu chegar rápido ao meu destino, aliás era impossível chegar de todo jeito.
Sol de lascar!
Morreria se fosse todo o percurso a pé (oh exagero, hein?!).
Mas criei coragem, pensei na cor azul (cor que, geralmente denota a paz, mas que naquele momento era uma contradição pra mim), e fui caminhando por uma rua cheia de sombras arbóreas dos lados direito e esquerdo.
De uma hora pra outra a raiva passou e eu comecei a rir, no meio da rua eu tava rindo da situação...imagina! Que zona!
Assim, cheguei a um trecho desconhecido por total.
Um homem, creio eu ser dono de uma lan house, a qual eu estava bem próximo, tinha acabado de trancar a porta deste estabelecimento e dirigia-se ao seu carro, um prateado bem bonito.
Preocupado com a situação de perdido fui até ele e pedi que me explicasse como chegar à bendita avenida do aeroporto.
Ele tentou me explicar, mas me disse que eu era corajoso, pois ainda me faltaria muito chão a percorrer a pé.
Talvez com pena deste franzino cristão, deu-me carona até um local muito próximo ao em que me hospedei: a traseira do Condomínio Porto Seguro.
Bem, foi por traz porque era seu caminho, mas me ajudou bastante.
Se não fosse ele, a quem nem perguntei o nome, mas devia pelo seu ato de bondade para com este sofrido ser, estaria louco, com sede, e totalmente cansado...
Crônica: O INSONE
Sempre nos fazem calar. De alguma forma somos impedidos de falar o que pensamos, de nos expressar como bem entendemos. Por isso aki eu digo AGORA ESCUTA! Precisamos falar, eu preciso falar...O INSONE
Quem consegue dormir neste mundo louco? Quem dorme? Quem dorme também é um louco!
Absurdo somos – todos nós. Absurdo somos.
Na verdade, eu nem deveria me preocupar tanto, ninguém dá a mínima mesmo.
Ninguém se importa com o que acontece à sua volta. Só vê seu nariz, só cuida de si.
E os outros?
Como é possível dormir sabendo que há tantos outros na rua, com frio, com fome, sem casa – pior! – muitas vezes sem nome!
Cadê a solidariedade, a irmandade, o valor? Se não, ao menos a empatia? Onde se esconderam? Por que se esconderam?
Será que estão com medo? Será que acham que se se mostrarem poderão ser engolidos pela densa e profunda nuvem de desesperança?
Olhe...eu não me preocuparia com a situação mundial somente se fosse um cínico exacerbado, louco pra esfolar o rosto de todos esses mendigos sofridos pela luta diária em busca de uma vida. Não uma vida melhor, mas uma vida, de fato, já que não possuem o que realmente se chame de vida. Me preocupo, sim.
Não estou aqui pra ser um herói, nem pra me promulgar.
Me basta ser eu mesmo, tentando humildemente mover a cínica massa de idiotas que se escravizam numa sociedade hierárquica-comportamental, estrita, a custa de tudo, pensando que o dinheiro é “o tudo e o todo”.
Mover estes beócios, boçais e ignorantes seres para uma razão mais digna, uma razão que poderemos, enfim, chamar de “razão social”.
Por isso e por tantos outros motivos sou um insone: alguém que não dorme, alguém que não relaxa totalmente, que não descansa, que vive pensando, que raciocina impunemente, já que ninguém me impede de pensar (ao menos isso posso decidir por mim mesmo, o mundo não me obriga a parar de pensar – até porque se me obrigasse, não cederia à imposição...), alguém que tem planos e que sonha acordado. Sou um insone, sim, e gosto muito de ser assim...
A "primeira postagem" a gente nunk esquece!
Aqui se inicia uma fase muito importante pra mim: a fase de exposição.
Vou expor meus pensamentos, minhas emoções, meus devaneios, enfim, tudo que me traga vontade de escrever e de mostrar.
Pra que você, amigo leitor, me conheça um pouco mais (afinal essa é a intenção do blog: mostrar um pouco mais de como é esse esquisito ser que escreve aqui), começo postando esse pequeno texto:
Hoje estou refletindo sobre a minha vida, mas o "hoje" ao qual me refiro é o "hoje" de sempre.
Todos os dias gosto de um silêncio pra pensar melhor, pra entender porque a vida é tão triste e fascinante ao mesmo tempo.
Todos os dias preciso de um silêncio pra relembrar, ficar pensando em tudo que já aconteceu, pensando que valeu a pena.
Todos os dias preciso de um silêncio pra acreditar que tudo que vem no futuro são realizações, mesmo que não sejam grandes, mas que farão boas diferenças nas vidas de algumas pessoas.
Todos os dias preciso de um silêncio pra imaginar, como seriam as coisas se eu não existisse...
Não! - Que isso...- não pense isso...Não estou me achando, não... Mas, imagina se eu não existisse!
Eu não poderia ter conhecido minha família que amo tanto. Não poderia ter conhecido meus amigos, que são além de pessoas importantes, suportes pra vida.
Todos precisam de amigos...
O que ficou do passado em mim?
Tudo que gostei e que sinto falta...Algumas burradas tbm :X (minhas e de outras pessoas).
Sou inconseqüente, sou chato, ignorante...com quem merece, claro,
com quem me faz mal.
Sou amável,
Sou legal, e sempre à disposição...com quem merece, claro,
quem gosta de mim e me faz bem (tbm com quem não influi nem contribui tento ser gente boa...)
Sei amar quem me ama,
Sei odiar quem me odeia.
Mas só faço alguma coisa contra se me fizerem algo prático, porque não me importo com o que pensam ou falam de mim...afinal, pra que se preocupar com comentários falsos e fúteis?
Quem não gosta de mim? Só lamento...entra na fila...Quem não gosta é porque tem inveja, e inveja é pros fracos...
Quem gosta? Nem precisa de fila, lógico, venha que eu te dou um abraço.
Tenho manias, quase todas muito esquisitas (mas quem não tem?)
Falo palavrão, xingo, escrevo erraduh qndo qru.
Falo gírias (mas quem naum faz isso tbm?)
Não gosto de deprezo, não gosto de cinismo, são coisas horríveis.
Não gosto de preconceito...Quem quizer falar mal de alguém....vá falar desse alguém bem longe de mim...
Gosto de brincaderas, mas tudo sem ofender ninguém...
Bom, então é isso...Sejam BEM-VINDOS ao meu blog!
