quarta-feira, 29 de novembro de 2006

MOMENTO POÉTICO 01

Esta coluna é para minhas poesias. Espero que você aprecie.

>>A boca e a mão
em 27-11-2006

Leves lábios lascivos
e os caminhos de minha mão.
Os dois juntos, unidos,
completam uma bela ilusão.

Senti que eles se completam,
senti na boca, senti na mão;
senti em teu corpo,
e perdi completamente a razão.

Que beijo na palma!
Arrepia-me desde a anca.
Arrepia-me de prazer a alma,
acalma e relaxa a ânsia.

Que lindos os teus lábios,
e leve é minha mão.
Beijaste com puro sentimento,
beijei, também, e senti por dentro.

O que faço pra não te perder?
Juntai-nos:
- Beijai minha mão!
- Passai-a em meus cabelos!

by Júnior Magrafil


>>Não chore
em março de 2006

Não chore,
Por alguém que não te merece.
Não chore,
Por quem não te deu importância.
Não chore,
Por aquele coração infeliz.
Não chore,
Porque estou aqui pra te apoiar.
Não chore,
Porque eu quero te ver feliz.
Não chore,
Você é incrível...
Só chore,
Se for de alegria.
Só chore,
Se for pra rir depois.
Derrame lágrimas,
Mas derrame sorrindo.
Vem aqui, preciso te dar um abraço...

by Júnior Magrafil

Crônica: UM VESTIBULAR AZUL



Eu tava aqui revirando a cabeça, mexendo em minhas insones memórias e lembrei de mais um fato cômico da minha vida.
Esse é bem atual.
Fui à cidade de Teresina fazer o vestibular para UESPI neste sábado passado, dia 25 de novembro de 2006.
Até aí tudo bem.
Fiquei no apartamento de um amigo, cara muito gente fina. Pois é, então, acordando cedo pra fazer a prova foi uma correria,
afinal não era só eu daquele apartamento que faria vestibular.
Meu local de prova foi na UFPI e o primo e a prima desse meu amigo, na própria sede da UESPI. Imagina, eu fiz prova num canto totalmente oposto ao dos outros!
Ainda até aqui, tudo bem.
Agora é que vem a confusão: quando acabei a prova peguei aquele maldito ônibus azulão, o Circular II, que me conduziria até o bairro onde eu estava hospedado, o Aeroporto.
Pedi ao irresponsável do motorista que me avisasse onde eu desceria, tudo bem que ele não tem nada a ver com minha vida, mas pedi isso porque eu não conhecia bem Teresina. Ele aceitou a proposta Apesar disso procurei entender o motivo de sua amnésia, tentei me acalmar imaginando que o doidivanas esqueceu-se do trato por excesso de compromissos.
Ah! Que raiva eu tive quando soube que já tinha passado, e muito, do ponto onde desceria!
Principalmente porque foi um calor sufocante andar todo aquele percurso durante “toda aquela uma hora!”, balançando feito um condenado, me esfregando nas pessoas até chegar à parte traseira do ônibus em busca de um melhor espaço pra respirar, e de outro inútil espaço pra sentar.
Graças a Deus, diante do desespero, eu rodando feito um louco naquele pequenino espaço traseiro do ônibus, uma senhora me viu e decidiu me ajudar.
Descemos eu, ela e duas amigas dela na praça do Instituto Antonino Freire.
Elas me indicaram o caminho de volta ao bairro.
Agradeci. Mas continuaram seu caminho – e eu, o meu.
Contudo era impossível eu chegar rápido ao meu destino, aliás era impossível chegar de todo jeito.
Sol de lascar!
Morreria se fosse todo o percurso a pé (oh exagero, hein?!).
Mas criei coragem, pensei na cor azul (cor que, geralmente denota a paz, mas que naquele momento era uma contradição pra mim), e fui caminhando por uma rua cheia de sombras arbóreas dos lados direito e esquerdo.
De uma hora pra outra a raiva passou e eu comecei a rir, no meio da rua eu tava rindo da situação...imagina! Que zona!
Assim, cheguei a um trecho desconhecido por total.
Um homem, creio eu ser dono de uma lan house, a qual eu estava bem próximo, tinha acabado de trancar a porta deste estabelecimento e dirigia-se ao seu carro, um prateado bem bonito.
Preocupado com a situação de perdido fui até ele e pedi que me explicasse como chegar à bendita avenida do aeroporto.
Ele tentou me explicar, mas me disse que eu era corajoso, pois ainda me faltaria muito chão a percorrer a pé.
Talvez com pena deste franzino cristão, deu-me carona até um local muito próximo ao em que me hospedei: a traseira do Condomínio Porto Seguro.
Bem, foi por traz porque era seu caminho, mas me ajudou bastante.
Se não fosse ele, a quem nem perguntei o nome, mas devia pelo seu ato de bondade para com este sofrido ser, estaria louco, com sede, e totalmente cansado...

Crônica: O INSONE

Sempre nos fazem calar. De alguma forma somos impedidos de falar o que pensamos, de nos expressar como bem entendemos. Por isso aki eu digo AGORA ESCUTA! Precisamos falar, eu preciso falar...



O INSONE


Quem consegue dormir neste mundo louco? Quem dorme? Quem dorme também é um louco!
Absurdo somos – todos nós. Absurdo somos.
Na verdade, eu nem deveria me preocupar tanto, ninguém dá a mínima mesmo.
Ninguém se importa com o que acontece à sua volta. Só vê seu nariz, só cuida de si.
E os outros?
Como é possível dormir sabendo que há tantos outros na rua, com frio, com fome, sem casa – pior! – muitas vezes sem nome!
Cadê a solidariedade, a irmandade, o valor? Se não, ao menos a empatia? Onde se esconderam? Por que se esconderam?
Será que estão com medo? Será que acham que se se mostrarem poderão ser engolidos pela densa e profunda nuvem de desesperança?
Olhe...eu não me preocuparia com a situação mundial somente se fosse um cínico exacerbado, louco pra esfolar o rosto de todos esses mendigos sofridos pela luta diária em busca de uma vida. Não uma vida melhor, mas uma vida, de fato, já que não possuem o que realmente se chame de vida. Me preocupo, sim.
Não estou aqui pra ser um herói, nem pra me promulgar.
Me basta ser eu mesmo, tentando humildemente mover a cínica massa de idiotas que se escravizam numa sociedade hierárquica-comportamental, estrita, a custa de tudo, pensando que o dinheiro é “o tudo e o todo”.
Mover estes beócios, boçais e ignorantes seres para uma razão mais digna, uma razão que poderemos, enfim, chamar de “razão social”.
Por isso e por tantos outros motivos sou um insone: alguém que não dorme, alguém que não relaxa totalmente, que não descansa, que vive pensando, que raciocina impunemente, já que ninguém me impede de pensar (ao menos isso posso decidir por mim mesmo, o mundo não me obriga a parar de pensar – até porque se me obrigasse, não cederia à imposição...), alguém que tem planos e que sonha acordado. Sou um insone, sim, e gosto muito de ser assim...

A "primeira postagem" a gente nunk esquece!

Tudo que começa traz esperança. Tudo que começa nos faz imaginar tantas coisas, não é?
Aqui se inicia uma fase muito importante pra mim: a fase de exposição.
Vou expor meus pensamentos, minhas emoções, meus devaneios, enfim, tudo que me traga vontade de escrever e de mostrar.
Pra que você, amigo leitor, me conheça um pouco mais (afinal essa é a intenção do blog: mostrar um pouco mais de como é esse esquisito ser que escreve aqui), começo postando esse pequeno texto:

Hoje estou refletindo sobre a minha vida, mas o "hoje" ao qual me refiro é o "hoje" de sempre.
Todos os dias gosto de um silêncio pra pensar melhor, pra entender porque a vida é tão triste e fascinante ao mesmo tempo.
Todos os dias preciso de um silêncio pra relembrar, ficar pensando em tudo que já aconteceu, pensando que valeu a pena.
Todos os dias preciso de um silêncio pra acreditar que tudo que vem no futuro são realizações, mesmo que não sejam grandes, mas que farão boas diferenças nas vidas de algumas pessoas.
Todos os dias preciso de um silêncio pra imaginar, como seriam as coisas se eu não existisse...
Não! - Que isso...- não pense isso...Não estou me achando, não... Mas, imagina se eu não existisse!
Eu não poderia ter conhecido minha família que amo tanto. Não poderia ter conhecido meus amigos, que são além de pessoas importantes, suportes pra vida.
Todos precisam de amigos...
O que ficou do passado em mim?
Tudo que gostei e que sinto falta...Algumas burradas tbm :X (minhas e de outras pessoas).
Sou inconseqüente, sou chato, ignorante...com quem merece, claro,
com quem me faz mal.
Sou amável,
Sou legal, e sempre à disposição...com quem merece, claro,
quem gosta de mim e me faz bem (tbm com quem não influi nem contribui tento ser gente boa...)
Sei amar quem me ama,
Sei odiar quem me odeia.
Mas só faço alguma coisa contra se me fizerem algo prático, porque não me importo com o que pensam ou falam de mim...afinal, pra que se preocupar com comentários falsos e fúteis?
Quem não gosta de mim? Só lamento...entra na fila...Quem não gosta é porque tem inveja, e inveja é pros fracos...
Quem gosta? Nem precisa de fila, lógico, venha que eu te dou um abraço.
Tenho manias, quase todas muito esquisitas (mas quem não tem?)
Falo palavrão, xingo, escrevo erraduh qndo qru.
Falo gírias (mas quem naum faz isso tbm?)
Não gosto de deprezo, não gosto de cinismo, são coisas horríveis.
Não gosto de preconceito...Quem quizer falar mal de alguém....vá falar desse alguém bem longe de mim...
Gosto de brincaderas, mas tudo sem ofender ninguém...

Bom, então é isso...Sejam BEM-VINDOS ao meu blog!

By Junior Magrafil / Termos de Uso.