
Auto do Visitante do Inferno
Você sabe escolher? Você re-al-men-te sabe escolher? Pense bem antes de responder...
Sebastião era um homem sem estudo, mas sadio, de boa aparência e tinha muita sorte na vida. Vivia ele, dizendo por suas próprias palavras, uma “vida tranqüila, sem grandes alardios, fazendo somente aquilo que tinha vontade”. Um dia, porém, a Morte lhe chega. “Êta cabôco de sorte!”: ele podia escolher entre o Céu e o Inferno, era uma promoção daquelas de que se ganha apenas um em um milhão.
E aquela vida tranqüila que tinha – vida comandada a bel prazer pelo dinheiro, “bufunfa, faz-me rir, tutu, verdinha, etc.” e tudo mais que seja dito como coisas fáceis e prazerosas – não a teria mais.
Esperto, pediu para, antes de decidir-se, conhecer os dois lugares. “Cabra fulêro!”, mais uma vez ganhou na sorte: a Morte aceitou seu pedido e foi conhecer as instalações.
Bem, no Céu não encontrou nada. Só gente rezando. Já no Inferno ele só desfrutou: “Marrapá, qui diferença!”. Provou mulheres lindas, experimentou banquetes e saboreou muito drink e wiscky (muda-se os verbos de ordem e não se altera o produto...)
Rapaz, assim você já deve imaginar onde ele ficou, né? “Imagina! Oxe, trocá um lugar bão desse, com muié, cumida e bebida de graça, por outro onde só se vê reza!”, disse Sebastião entusiasmado.
Foi então que se decidiu de fato: “Que isso, seu ‘Tinhoso’, vô ficar aqui mermo, é um pouco escuro, mas a gente güenta, né!”. Então já viu; ele ficou no Inferno mesmo.
Pensavas que a história acabaria por aqui? Ainda não terminou! Mal sabia Sebastião o que sua decisão acarretaria: as formosas mulheres que lhe foram apresentadas, agora mais pereciam filhotes de dragão; bebida? Ah, meu amigo! Agora só lhe restara o balde de água suja da semana; e comida? Ô! Pão seco.
Indignado, Sebastião foi exclamar ao Diabo toda sua fúria: “Seu ‘Tinhoso’, pruquê qui tudo mudô? Quede as muié, quede as bebida, quede tudo que eu ganhava!?”. Assim, lhe disse, o Diabo: “Ah, meu amigo! Você agora é morador e não visitante!”.
by Júnior Magrafil.
Sebastião era um homem sem estudo, mas sadio, de boa aparência e tinha muita sorte na vida. Vivia ele, dizendo por suas próprias palavras, uma “vida tranqüila, sem grandes alardios, fazendo somente aquilo que tinha vontade”. Um dia, porém, a Morte lhe chega. “Êta cabôco de sorte!”: ele podia escolher entre o Céu e o Inferno, era uma promoção daquelas de que se ganha apenas um em um milhão.
E aquela vida tranqüila que tinha – vida comandada a bel prazer pelo dinheiro, “bufunfa, faz-me rir, tutu, verdinha, etc.” e tudo mais que seja dito como coisas fáceis e prazerosas – não a teria mais.
Esperto, pediu para, antes de decidir-se, conhecer os dois lugares. “Cabra fulêro!”, mais uma vez ganhou na sorte: a Morte aceitou seu pedido e foi conhecer as instalações.
Bem, no Céu não encontrou nada. Só gente rezando. Já no Inferno ele só desfrutou: “Marrapá, qui diferença!”. Provou mulheres lindas, experimentou banquetes e saboreou muito drink e wiscky (muda-se os verbos de ordem e não se altera o produto...)
Rapaz, assim você já deve imaginar onde ele ficou, né? “Imagina! Oxe, trocá um lugar bão desse, com muié, cumida e bebida de graça, por outro onde só se vê reza!”, disse Sebastião entusiasmado.
Foi então que se decidiu de fato: “Que isso, seu ‘Tinhoso’, vô ficar aqui mermo, é um pouco escuro, mas a gente güenta, né!”. Então já viu; ele ficou no Inferno mesmo.
Pensavas que a história acabaria por aqui? Ainda não terminou! Mal sabia Sebastião o que sua decisão acarretaria: as formosas mulheres que lhe foram apresentadas, agora mais pereciam filhotes de dragão; bebida? Ah, meu amigo! Agora só lhe restara o balde de água suja da semana; e comida? Ô! Pão seco.
Indignado, Sebastião foi exclamar ao Diabo toda sua fúria: “Seu ‘Tinhoso’, pruquê qui tudo mudô? Quede as muié, quede as bebida, quede tudo que eu ganhava!?”. Assim, lhe disse, o Diabo: “Ah, meu amigo! Você agora é morador e não visitante!”.
by Júnior Magrafil.

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