quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Crônica: UM VESTIBULAR AZUL



Eu tava aqui revirando a cabeça, mexendo em minhas insones memórias e lembrei de mais um fato cômico da minha vida.
Esse é bem atual.
Fui à cidade de Teresina fazer o vestibular para UESPI neste sábado passado, dia 25 de novembro de 2006.
Até aí tudo bem.
Fiquei no apartamento de um amigo, cara muito gente fina. Pois é, então, acordando cedo pra fazer a prova foi uma correria,
afinal não era só eu daquele apartamento que faria vestibular.
Meu local de prova foi na UFPI e o primo e a prima desse meu amigo, na própria sede da UESPI. Imagina, eu fiz prova num canto totalmente oposto ao dos outros!
Ainda até aqui, tudo bem.
Agora é que vem a confusão: quando acabei a prova peguei aquele maldito ônibus azulão, o Circular II, que me conduziria até o bairro onde eu estava hospedado, o Aeroporto.
Pedi ao irresponsável do motorista que me avisasse onde eu desceria, tudo bem que ele não tem nada a ver com minha vida, mas pedi isso porque eu não conhecia bem Teresina. Ele aceitou a proposta Apesar disso procurei entender o motivo de sua amnésia, tentei me acalmar imaginando que o doidivanas esqueceu-se do trato por excesso de compromissos.
Ah! Que raiva eu tive quando soube que já tinha passado, e muito, do ponto onde desceria!
Principalmente porque foi um calor sufocante andar todo aquele percurso durante “toda aquela uma hora!”, balançando feito um condenado, me esfregando nas pessoas até chegar à parte traseira do ônibus em busca de um melhor espaço pra respirar, e de outro inútil espaço pra sentar.
Graças a Deus, diante do desespero, eu rodando feito um louco naquele pequenino espaço traseiro do ônibus, uma senhora me viu e decidiu me ajudar.
Descemos eu, ela e duas amigas dela na praça do Instituto Antonino Freire.
Elas me indicaram o caminho de volta ao bairro.
Agradeci. Mas continuaram seu caminho – e eu, o meu.
Contudo era impossível eu chegar rápido ao meu destino, aliás era impossível chegar de todo jeito.
Sol de lascar!
Morreria se fosse todo o percurso a pé (oh exagero, hein?!).
Mas criei coragem, pensei na cor azul (cor que, geralmente denota a paz, mas que naquele momento era uma contradição pra mim), e fui caminhando por uma rua cheia de sombras arbóreas dos lados direito e esquerdo.
De uma hora pra outra a raiva passou e eu comecei a rir, no meio da rua eu tava rindo da situação...imagina! Que zona!
Assim, cheguei a um trecho desconhecido por total.
Um homem, creio eu ser dono de uma lan house, a qual eu estava bem próximo, tinha acabado de trancar a porta deste estabelecimento e dirigia-se ao seu carro, um prateado bem bonito.
Preocupado com a situação de perdido fui até ele e pedi que me explicasse como chegar à bendita avenida do aeroporto.
Ele tentou me explicar, mas me disse que eu era corajoso, pois ainda me faltaria muito chão a percorrer a pé.
Talvez com pena deste franzino cristão, deu-me carona até um local muito próximo ao em que me hospedei: a traseira do Condomínio Porto Seguro.
Bem, foi por traz porque era seu caminho, mas me ajudou bastante.
Se não fosse ele, a quem nem perguntei o nome, mas devia pelo seu ato de bondade para com este sofrido ser, estaria louco, com sede, e totalmente cansado...

Nenhum comentário:

Postar um comentário


By Junior Magrafil / Termos de Uso.