domingo, 10 de dezembro de 2006

Morrer ou não morrer...

Morrer. O que isso quer dizer?
Morrer. A morte é tão inevitável, não é?
É tão complexa. É tão triste.
Sufoca os pensamentos bons e afoga a felicidade. Acho que é isso.
Hoje comecei a pensar mais que antes sobre isso. Morreu um tio meu, mas (caramba!), não to nem tão triste por causa disso, afinal, nem tive grandes contatos com ele. Fico tocado, mas é não algo que me leve a chorar.
No entanto isso me leva a pensar: e se eu morresse?
Será que eu faria falta a alguém? Talvez a algumas pessoas. Talvez a mais que algumas. Mas não sei se todos que me fariam falta sentiriam essa falta de mim. Pois ainda chove lá fora, comigo por perto ou longe, comigo presente ou não, comigo vivo ou morto.
Ainda chove lá fora. Tenho medo de ir embora e não mais ver aqueles que sinto falta, aqueles que fazem todo a diferença em minha vida. Tudo que eu queria agora era poder abraçar essas pessoas, já que não sei se amanhã, ou hoje mesmo, ou ano que vem, quem sabe, estarei aqui, ou se estarei ali, ou lá.
Onde estarei? Não sei. Outra coisa: não posso estar em todo instante com todos, mas queria, por isso tento reservar um momento pra cada um. E acontecem imprevistos.
Há uns bons, as surpresas, mas há outros que nos deixam tão tristes, não acha? Aconteceram tantos imprevistos ultimamente. Mas não vou lamentar tanto, porque se o fizer ficarei ainda pior.
O que eu queria é sentir teu rosto tocando meu rosto. Você sabe. E os dias vão passando. E eu vou pensando. E vou tentando saber se a morte é libertar minha alma, ou é deixar de existir. Se é perder tudo aquilo que conquistei, ou se é nunca mais poder buscar o que não busquei ainda. Se é um dia encontrar com você num lugar infinito, ou se é me perder de vez.
orrer ou não morrer: eis a questão!
Mas ainda digo: tenho tantos planos que morrer talvez seja difícil agora.
Difícil de me entender, né?

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By Junior Magrafil / Termos de Uso.